Ponta Porã, a ponta da história! *

A DIVISA
• Há uma faixa de terra que separa Ponta Porã de Pedro Juan Caballero.
• Linha internacional, divisa entre os Estados de Mato Grosso do Sul e Amambay, limite territorial entre Brasil e Paraguai.
• Estreita faixa que varia entre 50 metros e 50 centímetros.
• Ponto de discussão em quase toda sua extensão.
 
ÍNDIOS ITATIES E GUARANI
• Terras dos índios Itaties e Guarani, no nordeste do Paraguai, à sombra daquela que foi Santiago de Jerez, berço de inúmeros povoados, surge Pedro Juan Caballero.
• Final do século XVIII, primeiros assentamentos para exploração da erva-mate, produção de riquezas e defesa do patrimônio paraguaio.
• Desde Villa Real, Concepción, pelo porto no Rio Paraguai se escoava a produção das plantações de erva-mate.
Toda a região oriental povoada, com o fito de defender o país de ataques do inimigo do outro lado da fronteira.
Segundo a historiografia brasileira a Guerra Contra a Tríplice Aliança (1864-1870) foi um divisor de águas para todos os países que se envolveram nesse cenário, no que concerne a nação brasileira é como se houvesse um Brasil antes e outro depois dela.
Nesse contexto, ocorreram as primeiras demarcações territoriais que definiram os novos contornos do território brasileiro, gerando consequentemente o nascimento de povoados entre eles o de Ponta Porã.
 
NASCE PEDRO JUAN CABALLERO
• Pedro Juan Caballero nasceu nas terras de um tal Garcia, na vasta região oriental de Chirigüelo.
• Seu ponto mais alto recebeu nome de Benefício de Garcia.
• Mais tarde batizada de Punta Porã, ao lado da lagoa, hoje Pedro Juan Caballero.
• Conta história antigos “yerbateros” da cordilheira de Amambay e do Chirigüelo.
 
PARAGEM PUNTA PORÃ
• Oficialmente, Pedro Juan nasceu em 1º de dezembro de 1899, por Decreto do Poder Executivo Paraguaio e alçada à condição de Departamento (Estado) com o nome de Pedro Juan Caballero, designada logo após, capital do Departamento de Amambay.
Nesse mesmo ano Ponta Porã começa a tomar seus primeiros impulsos de progresso econômico, com a chegada até ali de muitos migrantes gaúchos, que vieram com a finalidade de praticar a agropecuária eles queriam cultivar a terra e criar gados.
Em 1897 é criado o primeiro destacamento Policial em Ponta Porã e nomeado como Comandante o Senhor Nazareth.
1897 – Chegada do major Francisco Marcos Tury Serejo ( comandante militar e fiscal da fronteira), natural de São Luís do Maranhão, também ex combatente da Guerra Contra a Tríplice Aliança.
Somente a partir de 1893 é que Ponta Porã adquiriu importância econômica e social, instalando-se os trabalhadores de Thomaz Larangeira impulsionando economicamente a região a partir da exploração da erva mate.
A origem de Porto Murtinho, Campanário e Ponta Porã está diretamente ligada a extração, produção e exportação de erva mate.
1893 - A chegada dos gaúchos para Ponta Porã está totalmente centrada nas questões políticas.
 
NASCE PONTA PORÃ
Na linha do tempo, vamos encontrar as primeiras marcas da História de Ponta Porã, enfocando os principais fatos:
• 1.777 – Uma expedição proveniente da região de Iguatemi chegou à região para explorar o solo. Era uma expedição de caráter militar, formada por paulistas.
• 1.856 – O Governo Imperial de Dom Pedro II, preocupado com o abandono em que vivia a fronteira Brasil – Paraguai e, já sabedor das incursões paraguaias na região, ordenou a instalação da Colônia Militar dos Dourados.
• O local destinado à unidade foi escolhido pelo capitão Francisco Nunes da Cunha por determinação do governador da Província, Augusto Leverger.
• Naquele ano, o capitão partiu de Cuiabá e explorou as cabeceiras dos rios Santo Antônio, Santa Gertrudes, Cachoeira, Santa Maria e Dourados, escolhendo este último para instalar a sede da colônia.
• 1.862 – Entre primeiros moradores, está o tenente do Exército Antônio João Ribeiro, e aqui instalou a Colônia Militar dos Dourados. Foi o primeiro comandante da unidade.
• Até aquele ano, nenhum morador existia nas terras entre as Serras de Maracaju e Amambai e os rios Brilhante, Ivinhema e Paraná.
• Foi o tenente Antônio João Ribeiro, nascido no ano de 1.825, em Poconé (MT), e seus 11 comandados, os primeiros a fazê-lo.
 
A COLÔNIA MILITAR DE DOURADOS
Em 29 de dezembro de 1.864, se travaria a primeira das batalhas históricas da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai.
• A Colônia Militar de Dourados foi destruída pelos paraguaios, vindo a falecer o seu líder, tenente Antônio João Ribeiro e seus valentes soldados.
• Antônio João fez brado célebre: “Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirão de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria”.
 
ALFERES FELICIANO RAMOS NAZARETH
• 1.880 – Chega a Ponta Porã o alferes Feliciano Ramos Nazareth, pertencente ao 1º Corpo de Cavalaria, comandado pelo capitão Rogaciano Monteiro de Lima, ocupante da Colônia Militar dos Dourados (48 km de Ponta Porã) – já com missão designada – e assume suas funções de comandante.
• Acamparam junto à Laguna Porã, que significa Lagoa Bonita, onde se situa o município paraguaio de Pedro Juan Caballero.
 
O PRIMEIRO PONTAPORANENSE
• Como o alferes Nazareth para ali se transportara com a esposa, eis que nasceu, a 14 de julho de 1.881, o primeiro pontaporanense: Boaventura Nazareth.
 
A ERVA-MATE NATIVA DA REGIÃO
• 1.882 – Tomás Laranjeira consegue do Governo Imperial, concessão para explorar a erva-mate nativa da região, sua elaboração e produção, na zona de fronteira.
 
UM DOS PIONEIROS
• 1.892 – Chega a Ponta Porã o capitão João Antônio Trindade, natural do Rio de Janeiro, veterano da Guerra do Paraguai e um dos heróis da Retirada da Laguna. Em companhia de sua família, aqui fixou residência. Foi ele um dos pioneiros que definitivamente se estabeleceu no local onde se formou a povoação que hoje constitui-se na próspera cidade de Ponta Porã. Na época, existia no local um posto fiscal sob a direção de Emílio Calhau, o qual tinha atribuição de arrecadar o imposto de exportação da erva-mate.
 
MUNICÍPIO DE PONTA PORÃ
• No dia 18 de julho de 1.912 foi criado o Município de Ponta Porã, pelo então governador do Estado de Mato Grosso, Dr. Joaquim Augusto da Costa Marques.
 
 
*Texto parcial retirado do trabalho histórico desenvolvido pelo atual presidente da Câmara Municipal, Marcelino Nunes de Oliveira, neste ano de 2015.

       

        

 

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